domingo, 22 de maio de 2011

Óxi - mais uma praga para matar os brasileiros


Mais violento que a cocaína, mais devastador que o crack e mais "eficiente" que os grupos de extermínio que tiram a vida dos nossos jovens pelo país afora, esse é o perfil primário dessa nova droga que invade o "mercado" brasileiro distribuindo sofrimento, choro e ranger de dentes.

Apesar de ser desconhecido de grande parte da população, o óxi já se espalhou por diversos Estado brasileiros, em princípio o Paraná não estaria nessa triste lista, a qual é composta em sua maioria por estados da região norte do país.

Segundo estudos preliminares entrou no Brasil no ano de 2005, portanto apesar de estarmos convivendo com esse novo subproduto da ganância e da miséria do espírito humano há mais de meia década, somente agora veio a tona as primeiras informações a seu respeito.

Considerando que a interatividade é hoje peça fundamental na resolução efetiva das questões da Segurança Pública, e que para isso a informação deve chegar aos cidadãos de maneira rápida e com qualidade, o Estado brasileiro deve reconhecer que sua "inteligência" precisa ser melhor avaliada.

O óxi é um derivado da cocaína, se utilizado com frequência, e "deve" sê-lo, pois seus efeitos não durariam mais que dez minutos, acaba com a vida do usuário em aproximadamente um ano, dependendo da notícia genética e da saúde de cada indivíduo.

Para ter seu custo reduzido e poder ser produzido em maior quantidade, o óxi leva na sua imunda composição, além da pasta base da folha de coca, ingredientes como gasolina, cal virgem, querosene e até água de bateria, ou seja, é um verdadeiro "lixo atômico" consumido por milhares de pessoas.

A Fundação Oswaldo Cruz deverá fazer um estudo sobre o crack que deverá ser estendido também ao óxi.

É deveras lamentável que após tantos anos a população e principalmente as crianças nas escolas, ainda não tenham sido devidamente informadas sobre esse novo "anjo apocalíptico" que mata e destrói.

Se pretendemos realmente combater o uso das drogas em nosso país, não se pode permitir que esse tipo de coisa aconteça, nossos serviços de inteligência devem detectar o problema com antecedência, levar aos órgãos constituídos e daí se fazer uma ampla divulgação, não uma reles e efêmera "campanha" mas um trabalho continuado e permanente, onde as crianças, jovens e adolescentes recebam informações consistentes, amplas, seguras e de qualidade, para que conheçam o problema e possam evitá-lo antes de se verem eventualmente tomadas por seus tentáculos danosos, aí poderá ser muito tarde.

Esse caso do óxi nos traz uma lição muito importante, ao invés de se fazer passeatas e campanhas "contra a violência", que na prática não apresentam resultados, deveria se pensar num processo permanente e continuado de abordagem sobre o problema das drogas, prevenindo e evitando, porque agora, qualquer iniciativa já padece de um precioso tempo perdido, sem contar que o óxi tem a seu lado alguns dos maiores aliados na sua caminhada nefasta rumo à destruição e ao sofrimento: ineficiência e falta de qualidade na informação e como diria Hélio Beltrão, tudo isso potencializado pela burocracia.

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