Quem olha Gabriel se movimentar, articular, discursar e transitar no ambiente político, logo pensa que deve se tratar de um filho de algum político de sucesso do Rio Grande do Sul. Mas o guri é cria de um contador e de uma dona de casa sem nenhum envolvimento com a política. Nasceu e se criou em Tramandaí, no Litoral Norte, e até os 15 anos nunca tinha entrado na sede de um partido político.
Começou a gostar da coisa quando, em Osório, cursava o ensino médio e se interessou pelo Grêmio Estudantil de sua escola. Virou tesoureiro do grêmio e em seguida se elegeu presidente da União dos Estudantes de Osório, chegando depois a ocupar a vice-presidência da União Gaúcha dos Estudantes, a UGES.
“Ingressei no PMDB com 15 anos, depois de pesquisar sobre os partidos e me identificar com a história e com os ideais de justiça social da sigla que lutou pela democracia no Brasil”, lembra. Ainda aos 15 anos, Gabriel foi tesoureiro da comissão provisória da JPMDB de Tramandaí, se elegendo presidente daquele núcleo seis meses depois, e após dois anos, reeleito para o cargo.
Foi duas vezes vice-presidente da JPMDB do Rio Grande do Sul, a primeira vez com apenas 17 anos. Em 2005 foi eleito o presidente estadual mais jovem da história da JPMDB/RS. E assim foi também em 2006 na Comissão Executiva Estadual do PMDB/RS, quando foi eleito o membro mais jovem da história da direção do partido mais antigo do Estado. Ainda hoje, Gabriel é o secretário-adjunto da executiva que tem como secretário-geral o deputado Eliseu Padilha e como presidente o senador Pedro Simon.
Depois de ter sido reeleito presidente estadual da JPMDB/RS e secretário-geral nacional da JPMDB, foi eleito, por unanimidade, presidente nacional do órgão (em se tratando do PMDB Nacional, unanimidades são raríssimas).
No ano passado, 2009, foi indicado como pré-candidato único a deputado estadual pela coordenadoria regional do PMDB do Litoral Norte, região com 23 municípios e 250 mil eleitores.
“Quero abordar o assunto ‘juventude’ na campanha, inserir o tema como prioridade na agenda política gaúcha”, defende Gabriel, que acrescenta: “pra galera do interior e da cidade as políticas públicas devem gerar perspectiva de futuro”.
Com agenda sempre lotada, esse guri de Tramandaí anda pelo Rio Grande inteiro. Já visitou mais de 400 municípios gaúchos e seus olhos brilham toda vez que fala em mudar o Rio Grande e o Brasil: “a política vai mudar se tu participar dela, se envolver, se interessar, se indignar. É nisso que eu acredito”.